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Presidente do Departamento Nacional de Automação da Abrava, Paulo Reis: "Internet das Coisas fará a diferença na indústria do frio nos próximos anos."

10 de agosto de 2026

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Equipe Dancold

10 de agosto de 20263 min de leitura

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Automação integrada e IoT elevam a eficiência da refrigeração industrial, com estimativas do setor apontando 15% a 20% de economia de energia. O ganho real depende de plano de manutenção e alarme com escalonamento.

Presidente do Departamento Nacional de Automação da Abrava, Paulo Reis: "Internet das Coisas fará a diferença na indústria do frio nos próximos anos."

Durante muito tempo, automação em refrigeração industrial soou como conversa de futuro. Hoje, ela é o presente das operações que levam eficiência a sério. Estimativas do setor, defendidas pela Abrava, apontam ganhos de 15% a 20% de energia com automação integrada bem executada, e isso sem contar os efeitos secundários, menos parada e menos desgaste de compressor. Vale entender o que essa automação efetivamente é, o que a Internet das Coisas agrega e onde o Brasil ainda precisa avançar.

O que é automação integrada em refrigeração

Automação integrada é uma rede de controladores dedicados a cada componente da instalação, compressor, evaporador, condensador, bomba, válvulas de expansão e torre de resfriamento, trabalhando de forma coordenada em busca do ponto ótimo em cada condição de carga. Não é substituir um termostato por um controlador digital. É integrar todos os pontos em uma lógica única, com leitura contínua de temperatura, pressão, vazão e consumo, e ajuste dinâmico dos parâmetros. É a diferença entre operar peças isoladas e operar um sistema.

Onde a IoT muda o jogo

A camada de Internet das Coisas eleva a automação a outro patamar. Sensores conectados enviam dados em tempo real para uma plataforma central, que consolida a operação de várias plantas, monitora tendências e alarma o operador antes que o desvio vire falha. Isso permite três coisas que a automação isolada não entrega. Visibilidade multi-planta, com gestor acompanhando ativos em cidades diferentes na mesma tela. Manutenção baseada em dado, com histórico que orienta o próximo intervalo. E resposta rápida a desvio, porque o alarme sai da máquina e vai direto ao celular do responsável. Na cadeia do frio, o valor de um IoT bem implementado está em detecção validada em tempo real e escalonamento garantido para quem possa agir.

Onde o Brasil ainda está atrás

Nos Estados Unidos e na Europa, indústrias de refrigeração operam com esse modelo há anos. No Brasil, o avanço é mais lento, concentrado em grandes players e setores regulados. Custo inicial pesa em decisões de curto prazo, e a cultura de manutenção reativa ainda domina parte do parque instalado. A boa notícia é que a barreira de custo vem caindo, e o Payback de energia somado ao de continuidade operacional torna a decisão cada vez mais óbvia.

O que separa uma boa implantação de uma implantação vazia

Automação e IoT só entregam valor quando estão amarradas a uma rotina de operação real. Sensor sem operador que leia o alarme é tela cara. Dado sem histórico rastreável não sustenta auditoria. Alarme sem plano de resposta gera fadiga e é ignorado. O caminho correto é implantar a automação junto com o plano de manutenção, não em paralelo a ele.

Como a Dancold aplica automação e IoT

Na Dancold, automação e IoT entram como parte do PMOC, não como projeto isolado. Especificamos os pontos de monitoramento pela criticidade real, integramos chillers, câmaras frias, torres e subestações à mesma plataforma em formato desktop e mobile e mantemos alarme 24 horas com escalonamento para responsável definido. Se a sua refrigeração industrial ainda opera no escuro, vale conversar. Nossa equipe técnica avalia o cenário e monta o plano adequado.

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